Cliques do Paparazzi

Criador de livro “Rios do Oeste” diz, que só depende de patrocínio para ser finalizado

Repórter relata desinteresse de empresas.

Idealizado há mais de dois anos pelo repórter fotográfico Moisés Eustáquio Oliveira, do Jornal Impacto Online, e aprovado pelo Ministério da Cultura via Lei Rouanet, o Projeto “Rios do Oeste” está na fase de captação de recurso por empresas dispostas a liberar os impostos pagos ao Governo para patrocinar a obra literária.

O objetivo do livro é divulgar a beleza contida nas margens dos rios do extremo oeste do Estado de São Paulo: Tietê, Paraná, Aguapei/Feio, Do Peixe, São José dos Dourados, seus afluentes e o Parque Estadual do Aguapei, um dos últimos locais aonde ainda é encontrado o cervo do pantanal no estado de São Paulo, além dos rios Sucuriu e Verde no MS.

A ideia é apresentar o contexto dos rios, suas atividades comerciais, culturais e religiosas, esportivas e turísticas a diferentes públicos de modo que invoquem no leitor uma reflexão acerca de seus aspectos, sejam eles, de crítica socioeconômica, olhar turístico, preservação ou contemplativo.

O texto trará informações importantes para que o leitor perceba claramente a importância dos rios para as populações lindeiras e a importância da preservação.

MUNICÍPIOS INSERIDOS NA OBRA

Andradina, Araçatuba, Bento de Abreu, Buritama, Castilho, Guaraçai, Ilha Solteira, Itapura, Lavínia, Lucélia, Mirandópolis, Murutinga do Sul, Nova Avanhandava, Nova Independência, Panorama, Paulicéia, Pereira Barreto, Presidente Epitácio, Rubineia, Santa Clara D´Oeste, Santa Fé do Sul, Santo Antônio do Aracanguá, Sud Mennucci, Suzanápolis, Valparaíso e no MS, Aparecida do Tabuado, Bataguassu, Brasilândia, Três Lagoas e Selvíria, entre outros.

SÓ FALTA O PATROCÍNIO!

Fotógrafo Moisés Eustáquio utiliza avião para registrar imagens aéreas. Foto: Paparazzi News.

“A batalha para se produzir um livro é intensa. Começa com a elaboração do projeto que gente paga do bolso para ser encaminhado e submetido ao crivo do Ministério da Cultura. E dificulta na fase de captação do recurso junto às empresas que podem disponibilizar impostos através da Lei Rouanet. Mas nem todas tem essa visão para assegurar o aporte financeiro, mesmo fazendo parte diretamente do contexto da obra”, explica Moisés Eustáquio.

Segundo ele, é o caso da Raizen, que mantem a unidade Gasa em Andradina e apesar de usar milhões de litros de água do rio Tietê todos os dias para produzir etanol e outros derivados da cana de açúcar, se recusou a patrocinar o livro, sob alegação de que seus projetos estão focados em outras áreas.

ABERRAÇÃO DA CTG BRASIL

Mas a aberração maior envolve a CTG – China Three Gorges Corporation/Brasil, concessionária das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá, em Três Lagoas [MS] e outras quinze unidades no País. Suas atividades estão pautadas para integrarem o livro, tanto no que diz respeito à produção de energia como várias outras ações relacionadas ao meio ambiente e questões sociais.

Porém, a resposta à solicitação de aporte ao projeto “Rios do Oeste”, encaminhada por sua assessoria de Imprensa, é estarrecedora, mesmo o autor oferecendo várias páginas para a empresa divulgar suas atividades.

Vejam a resposta e tirem suas próprias conclusões: “Entendemos que a proposta enviada trata-se de um “pacote” onde estão inseridos diversos rios, dentre os quais alguns deles não temos abrangência. Como recebemos diversas oportunidades, damos preferência para a nossa região de atuação. Obrigada”.

Na última semana, Moisés Eustáquio encaminhou o mesmo pedido à assessoria de Imprensa da Fíbria em Três Lagoas, outra importante unidade industrial que também será tema do livro por funcionar à margem do Rio Paraná, em Três Lagoas [MS]. Outras empresas estão sendo sondadas, especialmente as que exercem atividades nessa região.

COMO FUNCIONA O INCENTIVO CULTURAL DA LEI?

O governo federal permite que empresas e pessoas físicas descontem do Imposto de Renda valores diretamente repassados a iniciativas culturais, como produção de livros, preservação de patrimônio históricos, festivais de música, peças de teatro, espetáculos de circo, programas audiovisuais etc. Ou seja, em vez de pagar o imposto da totalidade, você reverte parte dele a um projeto cultural.

Fonte
Jornal Impacto Online
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