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Outubro Rosa: nem todo caroço na mama é câncer; saiba quais sinais merecem atenção

Dor nas mamas, nódulos e mudanças na pele estão entre as dúvidas esclarecidas por mastologista em campanha de orientação do Governo de São Paulo.

Sentir dor nas mamas, perceber um caroço durante o banho ou receber um resultado de exame com termos desconhecidos pode provocar preocupação. Mas nem toda alteração indica câncer, e a ausência de dor também não significa que esteja tudo bem.

Neste Outubro Rosa, a Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo reforça a importância da informação confiável e da avaliação médica para identificar alterações nas mamas.

Em material divulgado pela Secretaria, o mastologista João Ricardo Auler Paloschi esclarece dúvidas sobre nódulos, exames, próteses de silicone e hábitos de prevenção.

Nem todo nódulo é maligno

Cistos, fibroadenomas e outras condições benignas também podem provocar o aparecimento de caroços nas mamas.

A presença ou ausência de dor, isoladamente, não permite determinar se uma alteração é benigna ou maligna.

Entre os sinais que merecem avaliação profissional estão nódulos, mudanças no formato das mamas, alterações na pele, secreção pelo mamilo e feridas que não cicatrizam.

Ao perceber qualquer mudança suspeita, a orientação é procurar atendimento médico. A avaliação poderá incluir exame clínico e, conforme a necessidade, exames de imagem.

Quem deve fazer mamografia?

A mamografia é um dos principais exames utilizados para identificar precocemente o câncer de mama, inclusive antes do aparecimento de sintomas.

Segundo as orientações do Ministério da Saúde apresentadas no material, o rastreamento populacional é recomendado a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos.

Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem acessar o rastreamento no SUS, mediante orientação sobre riscos e benefícios.

Já quando existem sintomas ou alterações suspeitas, a investigação pode ser indicada independentemente da idade, conforme avaliação médica.

O acompanhamento deve considerar o histórico pessoal e familiar e outros fatores individuais de risco.

Silicone impede a mamografia?

Não. Segundo o mastologista, mulheres com próteses de silicone podem realizar mamografia.

Os implantes não são considerados causa do câncer de mama mais comum. Entretanto, determinados tipos de implantes estão associados, raramente, a uma forma específica de linfoma.

Mudanças como aumento repentino do volume de uma mama, especialmente em mulheres com implantes, precisam ser investigadas.

Desodorante e estresse causam câncer de mama?

O especialista esclarece que não existem evidências científicas que sustentem uma relação entre o uso de desodorantes antitranspirantes e o câncer de mama.

Também não há comprovação de uma relação direta de causa e efeito entre estresse, ansiedade e o desenvolvimento da doença.

A dor mamária relacionada ao ciclo menstrual é relativamente comum e pode ocorrer devido às alterações hormonais. Quando intensa ou persistente, merece avaliação médica.

Hábitos que ajudam a reduzir riscos

Embora não seja possível prevenir todos os casos de câncer de mama, a prática regular de atividade física, a manutenção de um peso adequado, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de bebidas alcoólicas podem contribuir para diminuir o risco.

O consumo de álcool está associado ao aumento do risco de câncer de mama.

Onde procurar atendimento?

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para orientação, avaliação clínica e encaminhamento para exames pelo Sistema Único de Saúde.

O Governo de São Paulo também mantém o programa Mulheres de Peito, com carretas de mamografia que percorrem municípios paulistas. O atendimento segue critérios específicos de idade e documentação.

A população deve consultar os canais oficiais da Secretaria de Estado da Saúde para verificar a programação e as condições de atendimento.

O Outubro Rosa termina, mas o cuidado com a saúde deve continuar durante todo o ano.

Esta reportagem foi elaborada a partir do material informativo encaminhado, atribuído à Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo. Não houve entrevista própria com o especialista nem confirmação independente da programação atual das carretas.

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