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São Paulo monitora sarampo após 41 casos em 2026; maioria não tinha vacinação completa
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São Paulo monitora sarampo após 41 casos em 2026; maioria não tinha vacinação completa

Estado acompanha cadeias de transmissão e registra avanço na cobertura vacinal; 31 dos 41 pacientes não tinham registro de vacinação ou estavam com esquema incompleto.

O Estado de São Paulo mantém sob monitoramento as cadeias de transmissão do sarampo identificadas ao longo de 2026 e acompanha a possibilidade de interrupção da circulação do vírus em alguns municípios.

A reportagem do Roni Paparazzi apurou que até o momento, foram confirmados 41 casos da doença no estado, sem registro de mortes.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 31 dos 41 pacientes não possuíam registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Outro dado chama atenção: cerca de 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos.

Onde estão os casos?

Dos 41 casos confirmados:

37 ocorreram na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

As cadeias de transmissão identificadas desde junho permanecem acompanhadas pelas equipes municipais e estaduais.

Em algumas delas, não houve novos casos relacionados nos períodos mais recentes.

Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância acompanha o período necessário para avaliar se as respectivas cadeias de transmissão foram interrompidas.

Quando uma cadeia é considerada encerrada?

Não basta simplesmente deixar de aparecer um novo paciente por alguns dias.

Para considerar uma cadeia de transmissão encerrada, são necessárias 12 semanas sem novos casos relacionados, contadas a partir do início do exantema, as manchas vermelhas na pele, do último caso confirmado.

Nesse intervalo, continuam a investigação de casos suspeitos, busca ativa e acompanhamento dos contatos.

A primeira cadeia identificada em 2026, registrada entre março e abril e relacionada a dois casos importados, já foi considerada encerrada após cumprir esse período.

Cobertura vacinal aumentou

A vacinação apresentou avanço no estado.

A cobertura da primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho.

Já a cobertura da segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo período.

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas.

💉 Quem deve tomar a vacina?

Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses.

De 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, respeitando intervalo mínimo de 30 dias.

De 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.

Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.

Há ainda a estratégia da chamada dose zero para crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias nos municípios indicados pela vigilância epidemiológica, incluindo São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André.

A dose zero é uma proteção adicional em situações específicas e não substitui as doses de rotina dos 12 e 15 meses.

Por que o sarampo exige atenção?

O sarampo é uma doença respiratória altamente contagiosa e pode ser transmitido antes mesmo do aparecimento das manchas características na pele.

Por isso, a investigação rápida dos casos, acompanhamento dos contatos e vacinação são ferramentas importantes para interromper a circulação do vírus.

Apesar dos casos registrados em 2026, o Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo. A situação é acompanhada pelas autoridades sanitárias.

📲 Informação também protege

Está com a vacinação em dúvida? Confira sua caderneta e procure a unidade de saúde para orientação.

📲 Informação não para por aqui.
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