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Padre Sebastião de Andradina completa 25 anos de sacerdócio: “todo grande dom exige uma grande responsabilidade”.

No próximo dia 3 de fevereiro, o padre Sebastião Gonçalves completa 25 anos de sacerdócio. Atualmente pároco da Paróquia São Sebastião, em Andradina, onde está há quase dez anos, Gonçalves concedeu uma entrevista a esta assessoria sobre este período.

Sua caminhada começou em Araçatuba, onde atuava como leigo na Paróquia Sant’Ana. “Sempre me senti vocacionado desde os tempos de coroinha, mas minha vocação floresceu quando comecei a participar na Paróquia Sant’Ana entre os anos 1982 a 1985.

Conforme o sacerdote, tudo mudou em sua caminhada quando recebeu o convite para seguir a vocação sacerdotal do então pároco da Paróquia Sant’Ana, padre José Cláudio da Silva, já falecido. Gonçalves recorda que fez todo o processo de discernimento e finalmente ingressou no seminário, sendo ordenado em 3 de fevereiro de 1995 na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Gabriel Monteiro. 

O padre serviu a paróquia de Gabriel Monteiro e a cidade de Piacatu (Paróquia São José) por 13 anos, tendo cuidado neste período também da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Santópolis do Aguapeí, até 2010, quando foi transferido para Andradina.

Gonçalves também foi coordenador do Conselho Diocesano de Pastoral por quatro anos (2016-2019) e já assessorou diversos grupos pastorais e movimentos da Diocese.

A Santa Missa em ação de graças pelo Jubileu de Prata do padre Sebastião será nesta segunda (3/2), às 19h30, na Paróquia São Sebastião de Andradina. 

Confira a entrevista:

O senhor veio de qual paróquia? Faça um histórico de sua atuação pastoral até o chamado vocacional para ser padre?

Sempre me senti vocacionado. Desde os tempos de coroinha. Mas minha vocação floresceu quando comecei a participar na Paróquia Sant’Ana, em Araçatuba, entre os anos 1982 a 1985. Comecei a participar das missas com o então pároco padre José Claudio da Silva. Ele me convidou para ser catequista, ministro da Comunhão Eucarística e ministro da Palavra. Realizava celebrações nas capelas do bairro Abílio Mendes, São Geraldo, na Capela Santa Luzia, no bairro Taane Andraus e também na fazenda Santa Cecilia.

Contudo, num domingo à tarde, o padre Cláudio, antes da missa, fez a pergunta: “Tiãozinho, você gostaria de ser Padre?”. Fiquei meio sem jeito e disse que ia pensar. Passado um tempo, decidi fazer uma experiência no seminário Nossa Senhora do Rosário, em Lins. Fui e fiquei uma semana como experiência, voltei, continuei a trabalhar no meu emprego. Passado mais um tempo, resolvi falar com minha mãe, minha família e fui para ficar um mês. Depois decidi ir e ficar no seminário. O Padre Cláudio me acompanhou e me apresentou ao então bispo diocesano de Lins, Dom Valter Bini. Fui muito bem recebido pelo bispo e pelo Padre Edir, reitor do Seminário. 

Fiquei em Lins por dois anos e meio depois voltei para a casa de formação e fiquei um tempo com o padre João Fungaro, sendo também secretário da Paróquia Sant’Ana. Preparei para o vestibular e fui para Marília. Em Marília, cursei a Filosofia e a Teologia. 

Agradeço muito à Paróquia Santana, ao padre José Cláudio e ao Padre João Fungaro que me apoiaram no inicio do discernimento vocacional. Agradeço ao Apostolado da Oração na pessoa de Dona Maria Hess e dona Maria Corassa que realizavam eventos para ajudar o seminarista em muitas despesas. 

 Em 1991 fui admitido no Itra (Instituto Teológico Rainha dos Apóstolos) em Marília. Em 1993, recebi os mistérios de leitor e acólito na Capela São Geraldo, pelo Bispo Dom Irineu Danelon e em 1994 recebi a Ordenação Diaconal no Ginásio da Escola Vitor Antônio Trindade, em Araçatuba. 

Fale um pouco de sua trajetória pelas paróquias que passou ao longo deste tempo.

Em 3 de Fevereiro de 1995 fui ordenado presbítero por Dom José Carlos Castanho de Almeida, bispo emérito de Araçatuba. A Paróquia São Pedro e toda a cidade de Gabriel Monteiro se empenharam muito para preparar a minha ordenação. Neste dia, o bispo me nomeou pároco da Paróquia São Pedro e, no mês de maio, fui designado como administrador paroquial da Paróquia São José em Piacatu.

Entre 1995 a 2007 cuidei das Paróquias São Pedro e São José. Foram 13 anos que julgo muito desafiadores, mas também me trouxe realização como presbítero. Em 2007, deixei a São Pedro e fui para a Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Santópolis do Aguapeí, onde fiquei cuidando até 2010 em paralelo com a paróquia de Piacatu. Em quase 16 anos que estive na Região de Birigui tive muitas alegrias e realizações. Me senti, apesar dos desafios, muito fortalecido em minha vocação.

Como está sendo na Paróquia São Sebastião? Quais são os desafios e conquistas?

Em 17 de Abril de 2010, o reverendíssimo bispo Dom Sérgio me deu posse na Paróquia São Sebastião de Andradina. Acostumado em paróquias de pequeno porte, senti algumas dificuldades quando cheguei em Andradina, numa paróquia muito maior e com grandes desafios. Em 14 de Setembro de 2011 passei por uma cirurgia do coração e fiquei 70 dias afastado. Foi um momento muito difícil, mas o saudoso Padre Orides e alguns padres da região deram assistência à paróquia. Uma vez recuperado, retomei a caminhada.

O Conselho Administrativo, o Conselho Pastoral, a Comissão de Reforma e eu vimos ainda a necessidade de se realizar uma grande reforma na Igreja Matriz São Sebastião. Agradeço muito ao saudoso Padre Orides e a Comissão da reforma pelo apoio necessário neste grande desafio. 

Organizamos o Livro Ouro, visitamos em torno de 150 famílias, agropecuaristas, empresários, o povo de Deus e conseguimos o necessário para nossas reformas. Foi uma reforma completa: telhado, paredes, piso, granito, parte hidráulica, parte elétrica, torre da Igreja, som, ar-condicionado, entre outros. Em 2013, reinauguramos e dedicamos a Matriz a São Sebastião. Depois da Igreja Matriz reformamos o Centro Catequético, o Salão Paroquial, a casa paroquial e trocamos o veículo da paróquia.

Com o setor Administrativo também caminhou a Pastoral com 11 comunidades urbanas e rurais e 17 pastorais e movimentos. Os desafios numa Paróquia não param, mas me sinto realizado, apesar das dificuldades. Hoje, podemos dizer que temos uma comunidade Paroquial que caminha. Podemos dizer que temos uma “Comunidade Eclesial Missionária”, onde nos preocupamos com a evangelização.

Quais pastorais na diocese o senhor assessora? Como foi passar pelo Conselho pastoral por quatro anos?

Estou como Assessor das 1ª e 3ª etapas do ECC. Faço parte do ECC há alguns anos e acredito que o caminho é a evangelização das famílias. A família é como um “eixo transversal” de toda a ação evangelizadora. Os desafios das famílias são muitos, mas também são muitas as possibilidades na Evangelização.

Ademais, fiquei muito feliz por ser convidado a ser coordenador diocesano de pastoral por quatro anos. Com certeza não foi fácil cuidar da Paróquia e ser coordenador, mas foi uma etapa vencida. É como dizem: todo grande dom exige uma grande responsabilidade. Agradeço bispo Dom Sérgio e os colegas sacerdotes pela confiança no meu trabalho.

Deixe uma mensagem especialmente para os vocacionados e todo povo de Deus.

Sempre me lembro do evangelho que escolhi para minha ordenação: “Em favor deles eu me consagro a fim de que também eles sejam consagrados com a verdade…” (Jo 17,19). Neste Evangelho, percebi o quanto Jesus amou e preparou os seus escolhidos. Deu a eles o pleno conhecimento da sua missão. Garantiu graça e proteção. Os apresentou ao Eterno Pai. Pediu que os guardasse do mal e orou pela unidade dos seus escolhidos. Graça e paz a todos vocês da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Obrigado Senhor pelo meu Jubileu de Prata. 

 

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